quinta-feira, 17 de setembro de 2009

1º FÓRUM DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMÉSTICOS DO VALE DO TAQUARI

Lanius: “Criação de produtos e serviços deve estar condicionada aos impactos que irá gerar"

Na sessão legislativa desta semana, o vereador Ito Lanius (PSDB) apresentou aos colegas o posicionamento que pretende levar para o 1º Fórum de Resíduos Sólidos Domésticos do Vale do Taquari, evento que acontece na Univates, no próximo dia 24.

Para o tucano, o evento demonstra a maturidade regional para as questões ambientais. “É chegada a hora de avaliarmos e refletirmos a respeito do que já fizemos, o que estamos fazendo e, principalmente, o que precisamos fazer para alcançar soluções efetivas para esta problemática”, afirma.

Lanius elaborou material e, através de uma ordem cronológica, destacou as principais ações realizadas em Lajeado, procurando demonstrar que a evolução, apesar de crescente, ainda é insuficiente para o equilíbrio ambiental. Através de uma linha do tempo, o vereador exemplificou a metodologia utilizada por décadas.

Mencionou que nos anos 1970, o lixo sólido urbano era depositado, sem segregação, na barranca do Rio Taquari. A cada enchente, as águas levavam boa parte embora.

Já na década de 80, buscando-se reparar o erro, a solução para o lixo passou a ser a utilização de banhados inaproveitáveis, muito próximos ao rio.

A significativa evolução, contudo, ocorreu a partir dos anos 1990, com a criação do aterro sanitário, local específico para o lixo municipal e provido de geomembrana (proteção do solo e do lençol freático), além da cobertura quase que cotidiana com terra para evitar proliferação de vetores.

O vereador enfatizou também o importante trabalho da Fundação Pró-Rio Taquari, entidade responsável pela Central de Resíduos Sólidos, local onde as empresas do Vale contribuem, de maneira efetiva, para as questões ambientais. “É preciso observar que a medida que o tempo passa, estamos melhorando significativamente nosso conhecimento e manejo em relação aos resíduos gerados pela vida moderna”, destaca.

Por fim, ressaltou para o importante papel dos administradores públicos na questão ambiental, mencionando que os gestores, juntamente com a sociedade, precisam equacionar os passivos existentes, principalmente o esgoto cloacal, além de criar a consciência para evitar ações impactantes que venham ameaçar a sustentabilidade da vida.

“Precisamos defender concepções modernas sobre meio ambiente, qual seja, estabelecer projetos, criar leis e regulamentar normas que somente permitam a geração de produtos e serviços que tenham total sustentabilidade ambiental. Precisamos ter certeza de que todos os resíduos gerados sejam segregados, reaproveitados ou reciclados”, finaliza.

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